Um festival original, que preserva sua essência e valoriza os saberes da floresta. Construído a partir de elementos naturais como madeira, palha e cipó, que ganham vida nas alegorias e cenários, o XXI Festival do Mocambo do Arari promete encantar o público nos dias 7, 8 e 9 de agosto.
A programação reúne os bumbás Touro Branco e Espalha Emoção, além de apresentações de quadrilhas juninas e grupos de pássaros, celebrando a riqueza cultural e as tradições da comunidade.
Reafirmando o compromisso com as raízes da terra, a sustentabilidade e a valorização dos saberes tradicionais, onde a criatividade dos artistas transforma materiais naturais em verdadeiras obras de arte, o Festival ganha forma com a apresentação oficial dos projetos artísticos dos bois-bumbás Touro Branco e Espalha Emoção, que prometem levar à arena espetáculos marcados pela valorização da cultura, fé, memória e identidade do povo mocambense.
Os bumbás se apresentam nas noites de 8 e 9 com a ordem de apresentação definida por sorteio. Nas duas noites, o Boi Espalha Emoção abre o Festival e o Boi Touro Branco encerra o evento.
O Boi-Bumbá Touro Branco, que detém o título de campeão, tem na presidência Vinícius Costa. Defenderá o tema “Saberes Ancestrais”, uma homenagem aos conhecimentos tradicionais da Amazônia, à medicina da floresta, à espiritualidade e aos ensinamentos transmitidos de geração em geração.
O espetáculo será desenvolvido em duas noites, com os subtemas “O Saber pela Cura” e “O Saber pela Fé”, destacando a força dos curadores, benzedeiras, parteiras, sacacas e demais guardiões dos saberes populares.
A concepção artística tem como base as obras “Vestígio de Curandagem”, da professora Fátima Guedes, que valoriza as práticas tradicionais de cura por meio da fé e das plantas medicinais, e “Mocambo do Arari, Sua História, Sua Gente”, da professora Antônia Quintila Gomes Prestes, que resgata as origens, a trajetória e os aspectos históricos, sociais e culturais do distrito.
Entre as novidades deste ano está a mudança do nome do ritmo Marujada para Mocambada. A ideia é diferenciar cada vez mais dos bois de Parintins, afirma o presidente.
O coordenador do Conselho de Arte do Boi Touro Branco, Zandonaid Bastos, afirmou que a preparação do bumbá entrou em uma nova etapa com o início da montagem alegórica do espetáculo “Saberes Ancestrais”.
Fotos: Pedro Coelho – SECOM